quinta-feira, 6 de maio de 2010

Participação no X Congresso de Educação do Norte Pioneiro


















































Resumo da Comunicação apresentada no X Congresso de Educação do Norte Pioneiro

ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO: CONTRIBUIÇÕES DO PROJETO ALFALETRA PARA OS NOVOS DIREITOS E NOVAS PRÁTICAS SOCIAIS NA EDUCAÇÃO

Roseli de Cássia AFONSO
(Coordenadora / UENP/CCHE)

Anália Maria Dias de GÓES
Vinicius FURLAN
(Orientadores /UENP/CCHE)

Sivéra Conceição Ap. Carvalho de MELO
(Recém formada / UENP/CCHE)

Mayara Aparecida de AVELAR
Marcela Aparecida Assolari de SOUZA
Evelyn Jaqueline Paulino NEVES
Solange Santos de FARIAS
Victor Luis de Souza SCHIMIDT
(Acadêmicos Bolsistas / UENP/CCHE)

projetoalfaletra@yahoo.com.br
www.projatoalfaletra.blogspot.com

O projeto Alfaletra faz parte do maior Programa de Extensão Universitária do Brasil, o “Universidade Sem Fronteiras”, lançado em outubro de 2007, pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e tem como objetivos, aplicar atividades de reforço escolar em escolas do Ensino Fundamental dos Anos Iniciais, do município de Jacarezinho, com a participação dos acadêmicos do Centro de Ciências Humanas da Educação; propiciar condições de minimizar os problemas de alfabetização e letramento, problemas esses, encontrados nas escolas selecionadas; desenvolver atividades que contribuam para a melhoria do ensino, promovendo assim, a conscientização da importância da educação nas práticas sociais. Alfabetização e Letramento, são os eixos do trabalho realizado. Apesar de serem processos distintos e diferenciados, indissociáveis e diretamente ligados entre si, alfabetização e letramento, têm sido com freqüência, mal interpretados, de modo confuso, aludindo-se que um está sobreposto ao outro, ou ainda considerado, o letramento, como preparação para a alfabetização. Embora a relação entre os dois seja inegável e necessária, dando enfoque as diferenças, é preciso cuidado para não diluir a especificidade dos dois fenômenos. Portanto, entender o conceito e a evolução histórica de ambos constitui fator imprescindível para os educadores que almejam ampliarem suas propostas pedagógicas, rompendo deste modo, com a pedagogia mecânica e instrucional tanto tempo praticada em nossas escolas. Assim procura-se travar um diálogo provisório entre esses dois termos, explicitando suas relações e distinções, analisando concepções diferenciadas sobre o mesmo tema e ainda enfocando o papel da escola na aprendizagem significativa da leitura e da escrita por parte dos sujeitos, buscando reflexões sobre seus direitos a uma alfabetização condizente com as exigências atuais, considerando o uso social da leitura e escrita, algo que colocará o educando num patamar de produtor de textos orais e escritos, competente e capaz de compreender o uso social da escrita.

Palavras-chave: Alfabetização, Letramento, Educação.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Notas dos bolsistas sobre o texto de Frei Beto “Escola dos meus sonhos”.

Valquiria Alvarez


A Verdadeira Escola.

Hoje estou levando meu filho ao seu primeiro dia de aula, e como todas as crianças, ele esta ansioso e com um pouco de medo, eu confesso que também estou ansiosa, pois meu filho esteja indo na melhor escola da nossa cidade, essa ainda não e a escola que eu considero ideal para ele.
A escola ideal para mim e um pouco diferente das escolas que temos hoje, nele as crianças aprenderiam as matérias básicas vistas na escola, mas não somente pelos livros, mas em tudo que fosse possível, utilizassem exemplos e experiências para que cada conhecimento adquirido fosse tão interessante
que ficasse difícil esquecer.
Nessa escola eles aprenderiam também como a sociedade funciona participando um dia em cada serviço, desde o gari, ate o maior dos empresários, para que dessa forma houvesse respeito com todas as profissões.
Na escola ideal as crianças aprenderiam o mais importante conhecimento de todos, aprenderiam a serem seres humanos, a respeitar o espaço de cada um, a serem pessoas de palavras, pessoas que lutam por seus direitos, sabendo também a não serem deixados para trás, afinal ninguém quer ser bobinho de ninguém.
Mas será que e tão difícil assim construirmos uma escola ideal. Bem enquanto houver professores tendo que se preocupar mais com o seu salário do que com o futuro de seus alunos e enquanto a sociedade ensinar as nossas crianças que a beleza importa mais do que o conhecimento, e quem for mais esperto ganha, fica difícil formarmos cidadãos corretos.
Mesmo com toda essa dificuldade, existem muitas pessoas que lutam por um mundo melhor através da educação, com projetos escolinhas, aulas de reforço, como o Projeto de Extensão Universitária Alfaletra, que busca uma educação melhor para as nossas crianças.
Realmente a luta e difícil, mas como diz uma antiga frase que eu desconheço o autor: ‘’enquanto houver crianças vindas ao mundo, e sinal que Deus ainda acredita no ser humano. ’’



Renato Castelani Delbone


A escola e suas possibilidades.

A escola real, não obstante seus defeitos e contradições não podem prescindir de um aspecto utópico. Objetividade e subjetividade devem formar uma unidade sem a qual não pode haver esperança, qualquer cisão acarreta real e u uma ideologia apologética do “status quo’’, ou num romantismo idealista sem ligação alguma com a realidade concreta.
O que se encontra nas instituições de ensino não são anjos inocentes, plantinhas de jardim, massinhas a serem modeladas, nem tampouco papeis em branco nos quais será escrito o texto do ‘’como deve ser’’, tais metáforas, que procuraram por muito tempo descrever os alunos, estão ultrapassadas. Crianças e adolescentes rebeldes, esgotados, maltratados por uma realidade opressora que despreza a vida, estes são os alunos reais, com suas dicotomias existenciais e os conflitos delas decorrentes.
A escola dos sonhos de um humanista deve partir da escola real, deve ser como aquilo que Paulo Freire chamou de inédito viável, não puro idealismo.
A escola dos sonhos tem de levar em conta a totalidade da qual a escola real e parte, isto e, sua relação de reciprocidade com as demais partes que forma o todo. Só um educador que, no mínimo, considera os aspectos sociais, econômicos, culturais, políticos e consequentemente as urgências de seu momento histórico e um profundo conhecimento acerca da natureza humana poderá se aproximar de uma escola ideal.


Mayara Aparecida de Avelar


Educação: Um desafio mais amplo!



Quando se chega numa escola o que se espera encontrar nela entre alguns requisitos básicos e com certeza importantes é um ambiente adequado e também agradável para ensinar e aprender professores dedicados e com sede de aprender e de atualizar-se para oferecerem o seu melhor. Alunos que tenham prazer, alegria em vir para a escola. Não somente por encontrar os seus amigos e colegas, mas também que venham empolgados por saber que cada dia elas sabem que vão aprender algo novo e que vão ter momentos de descontração e de diversão em que estarão aprendendo também!
No entanto bem se sabe que a realidade sem muitas escolas e bem diferente do que se sonha.
A luta para se ter uma educação cada vez melhor e incessante.
Em meio a tantas dificuldades e resistências por tentar incluir novidades no ensino, os professores podem sentir-se desmotivados por não terem o apoio esperado e que e imprescindível a fim de que todos cresçam mutuamente.
Então que o professor não desistir de seus objetivos e que ele possa ver a educação não simplesmente como um ensino, mas como uma responsabilidade, e mais ainda, como uma privilegio de ter em suas mãos, a oportunidade de formar pessoas educadas, conscientes e novas para quem sabe então, um mundo novo!



Solange Santos de Farias

A escola e o desenvolvimento dos alunos.


A escola dos meus sonhos, cada pessoa tem uma idéia sobre o que e a escola, mas essas idéias estão sempre associadas à educação. A escola e o espaço onde todas as pessoas têm privilégio de adquirir e compartilhar conhecimento e também o lugar em que os indivíduos de todas as classes sociais têm o direito de freqüentá-las. Tem o dever de formar cidadãos éticos e conscientes, preparados para a vida sócia, econômica e cultural o entendimento sobre educação e algo subjetivo porem sempre uso o desenvolvimento das habilidades e potencialidades de cada escola-instituicao social de ensino em meio da integração entre profissionais, alunos e pais, existe para suprir as necessidades da sociedade e acaba se tornando um direito e dever de todos.



Pedro Henrique Orlandini Diniz

Sonhos de uma escola.


A escola que gostaria que existisse deveria funcionar em dois períodos, no primeiro período as matérias normais como português, matemática, geografia, historia e etc. Mas as matérias seriam trabalhadas de acordo com a realidade dos alunos com elementos palpáveis de seu dia a dia.
Em outro período a criança aprenderia sobre horta, culinária, bale, musica capoeira, de uma maneira geral atividades culturais.
Minha expectativa e que em minha escola tenha tudo isso. Apesar de hoje existir um contraste gigantesco com essa realidade, pois agora a realidade e que ninguém quer nada com nada. Porem cabe a nos para mudar e fazer disso (esse sonho) uma realidade.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Poema de Magda Becker Soares, uma super referência no assunto.

O que é letramento

Letramento não é um gancho
em que se pendura cada som enunciado,
não é treinamento repetitivo
de uma habilidade, nem um martelo
quebrando blocos de gramática.

Letramento é diversão.
é leitura à luz de vela
ou lá fora, à luz do sol.
São notícias sobre o presidente,
o tempo, os artistas da TV
e mesmo Mônica e Cebolinha
nos jornais de domingo.

É uma receita de biscoito,
uma lista de compras, recados colados na geladeira,
um bilhete de amor,
telegramas de parabéns e cartas de velhos amigos.

É viajar para países desconhecidos,
sem deixar sua cama
é rir e chorar
com personagens, heróis e grandes amigos.

É um Atlas do mundo,
sinais de trânsito, caças ao tesouro,
manuais, instruções, guias,
e orientações em bula de remédios,
para que você não fique perdido.

Letramento é, sobretudo,
um mapa do coração do homem,
um mapa de quem você é,
e de tudo que você pode ser.

Magda Soares

Artigo: Existe Estágio e ....Projeto de Estágio?

EXISTE ESTÁGIO E ... PROJETO DE ESTÁGIO?


Eunice CARVALHO[1]
Reginaldo Motta de SOUZA[2]
Taís Regina de MELLO[3]


RESUMO

O presente artigo objetiva mostrar a importância do estágio na formação do professor de educação infantil. Tem como base o trabalho de estágio realizado por Osteto na Universidade Federal de Santa Catarina e a prática de estágio nos CMEIs que estamos realizando no Curso de Pedagogia da UENP – CCHE. O referencial teórico apresentado neste artigo, aliado às ações desenvolvidas no estágio, resultam na demonstração clara da importância de prática pedagógica de qualidade para a formação do acadêmico.

Palavras chaves: Estágio. Educação Infantil. Formação de docentes.

Introdução

O presente artigo faz um paralelo entre o texto “Andando por creches e pré-escolas públicas: construindo uma proposta de estágio”, de autoria de Luciana Esmeralda Ostetto, com a realidade do estágio realizado nas instituições de Educação Infantil nas cidades de Jacarezinho e Santo Antônio da Platina, no primeiro semestre de 2009. O objetivo é relatar como as atividades do estágio são desenvolvidas, perpassando pela formação dos profissionais que trabalham nestas instituições, como a instituição recebe os acadêmicos/estagiários e o resultado do estágio para o acadêmico e a instituição onde acontece sua realização.



O estágio nas Escolas Municipais de Educação Infantil

Segundo Ostetto (2006) antes de iniciar o estágio deve haver uma reflexão sobre as instituições de educação infantil, os direitos das crianças e a formação dos educadores. Realizado com esses parâmetros, o estágio realizado pelas alunas do curso de Pedagogia da Universidade Federal de Santa Catarina foi marcado pela aproximação e diálogos com as instituições de Educação Infantil, objetivando a promoção do encontro entre estagiárias e educadores da educação infantil em exercício. O estágio realizado nas cidades de Jacarezinho e Santo Antônio da Platina acontece numa realidade diferente da experiência de Ostetto e suas alunas, pois como cada acadêmico realiza o estágio individualmente, não existem ações articuladas entre estagiárias e as instituições de Educação Infantil.

A formação e o perfil dos profissionais da Educação Infantil

Nas instituições de Educação Infantil encontramos professoras com formação de magistério, ensino superior e pós-graduação, como é exigida pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº. 9394/96 e de acordo com o que coloca Ostetto (2006, pg.18), segundo a qual, “Se houvesse um mínimo comum, creio que seria este o aspecto: os profissionais que atuam em instituições do tipo pré-escola geralmente são professores, com formação em magistério”. Todas as professoras responsáveis pela sala tem essa formação mínima exigida, porém encontramos também salas que ficam aos cuidados de estagiárias remuneradas que ainda estão cursando o Curso de Formação de Docentes ou o curso de Pedagogia.
Constatamos que esses profissionais têm envolvimento pessoal com os alunos e se entregam ao trabalho que fazem. Assim devem ser estes profissionais: amorosos, pacientes, dedicados e, principalmente, devem gostar de crianças. Os laços construídos com a criança da Educação Infantil e a dedicação das educadoras é visivelmente diferente e mais intensa daquela profissionais atuantes nos níveis posteriores de Ensino. É importante também reservar um tempo para atualização profissional, através de leitura e cursos específicos para este nível. Quanto ao planejamento, foi verificado que esses profissionais enfrentam dificuldades. Eles passam um longo período ininterrupto em sala de aula – de 4 a 6 horas - e não conseguem planejar todas suas ações.
O ideal seria uma professora para cada turma da Educação Infantil. Se não tem professores, outros devem ser contratados para suprir a demanda, dessa forma as estagiárias remuneradas cumpririam apenas a função de auxílio à professora em sala de aula. Devido a peculiaridade de sua atuação, a formação deste profissional deveria ser específica para a faixa etária de zero a cinco anos, pois um professor preparado para atuar nas séries iniciais do Ensino Fundamental encontrará dificuldades para trabalhar com a Educação Infantil. Não negamos a importância de que o professor tenha conhecimento das etapas seguintes do desenvolvimento da criança, mas é fundamental um profundo conhecimento da fase com que ele está trabalhando. Essa qualificação deve estender-se também às dirigentes das instituições de Educação Infantil. Delas não deveria ser exigido apenas o magistério, mas sim, uma especialização em educação Infantil.
É evidente que a formação universitária é mais elaborada, principalmente no que se refere aos conhecimentos teóricos. No entanto, a formação no Ensino Médio exige um estágio bem elaborado, com acompanhamento da professora da disciplina, o que é de fundamental importância para seu bom desenvolvimento. Sendo ele essencial para a formação do docente, deve ser elaborado e acompanhado de perto pelo professor para chegar ao que sugere Osteto (2006, p. 21):
Para tanto, foi (e é) preciso andar pelos lugares em que se dão as práticas educativas, para reconhecer os espaços concretos das relações entre adultos e crianças de zero a seis. Foi (e continua sendo) fundamental ler e conhecer o contexto das instituições de educação infantil, para buscar diálogo, para construir aquela competência profissional almejada, para garantir, enfim, a qualidade defendida.

Portanto, a formação inicial desses profissionais compete tanto às escolas de Ensino Médio, quanto às universidades, cabendo ainda às prefeituras a oferta de cursos específicos de formação continuada. Essa formação pode ser concretizada através de políticas públicas que objetivem a qualificação dos profissionais e uma educação infantil de boa qualidade. Os profissionais e o público atendido na Educação Infantil devem ser reconhecidos como sujeitos de direitos, atuantes nas práticas pedagógicas e educativas, não apenas como “cuidadores” e “cuidados”, porém na prática isso não ocorre, portanto,
(...) o espaço no qual deve se efetivar uma ação qualificada, voltada para a criança-sujeito-de-direito, requer um profissional habilitado e com competência para articular educação-cuidado na sua prática cotidiana, no seu fazer educativo entre grupos de crianças de zero a seis anos. (OSTETTO, 2006, p. 17)

Para chegar a esse patamar de profissional, é necessário que o estágio seja bem instrumentalizado. Esses instrumentos devem consistir de fundamentação teórica sobre a Educação Infantil, como: livros, textos, artigos, documentários, relatórios, fichas de estágio, planos de aulas, entre outros. Esses são os instrumentos que darão embasamento científico à realização do estágio. Além disso, como argumenta Osteto (2006), um pré-estudo da instituição em que se desenvolverá o estágio é fundamental.


A instituição de Educação Infantil e os acadêmicos/estagiários

Nas instituições de Educação Infantil deve existir uma perfeita integração, articulação e trabalho em grupo entre professoras, estagiárias remuneradas, direção e também acadêmicos/estagiários. O exercício e a reflexão em grupo possibilitam a resolução de problemas que surjam no cotidiano dessas instituições, pois problema e solução são responsabilidade de todos os envolvidos. Neste conjunto, o acadêmico/estagiário pode e deve ser inserido, contribuindo para o desenvolvimento da instituição. Recebendo e integrando o acadêmico/estagiário, as instituições colaboram na formação dos futuros profissionais e como retorno, podem aproveitar os conhecimentos trazidos por eles sobre os novos paradigmas e concepções educacionais.
O sucesso do estágio depende da instituição em que ele é realizado, da universidade e do professor da disciplina, que devem orientar de forma clara e objetiva como se dará o desenvolvimento do estágio. Porém, o peso maior é do próprio acadêmico e de sua disposição em envolver-se no cotidiano das professoras e alunos e doar uma parte do seu tempo para a instituição estagiada. O estágio deve ser uma troca. O estagiário estará em contato com o mundo infantil e a instituição e professoras contam com as novas ideias que este trará consigo.

Conclusão

O estágio supervisionado deve se desenvolver através de um projeto, com os acadêmicos divididos em grupos, objetivos bem delineados e as datas de estágio nas instituições definidas previamente. Desta forma, o acadêmico prepara-se para o estágio e a instituição programa-se para recebê-lo. O estágio individual não tem o mesmo crescimento que o estágio em forma de projeto de um grupo. Como se encontra hoje, muitas vezes os acadêmicos dirigem-se às instituições sem um prévio aviso, o que dificulta sua integração com a instituições e compromete o trabalho desenvolvido. Mas mesmo que avise previamente, muitas instituições não se preparam para recebe-los e professores e Direção não sabe o que fazer com eles.
Ao elaborar um projeto de estágio realizado em grupo, discutindo com professoras e dirigentes da instituição de Educação Infantil, refletindo sobre suas realidades e carências, o acadêmico terá um maior comprometimento com o estágio, ao invés de apenas cumprir a carga horária necessária à graduação. Com um projeto bem elaborado específico para cada instituição e um real comprometimento do estagiário, os benefícios serão visíveis e duradouros. Desta forma, o acadêmico estará agindo para sua transformação e também da sociedade, em um processo de aprendizagem e construção, num trabalho coletivo cujo objetivo é o desenvolvimento da criança, reconhecendo-a como sujeito de direito, merecedora de atenção e comprometimento, não simplesmente sendo utilizada como cobaias na produção de profissionais.

Referências

OSTETO, Luciana E. Encantos e encantamentos da educação infantil: partilhando experiências de estágios. Campinas, SP: Papiris, 2000.

[1] Universidade Estadual do Norte do Paraná
Graduanda em Pedagogia no CCHE
adaninhas@yahoo.com.br

[2] Universidade Estadual do Norte do Paraná
Graduando em Pedagogia no CCHE
reginaldomotta@seed.pr.gov.br

[3] Universidade Estadual do Norte do Paraná
Graduanda em Pedagogia no CCHE
taismello@seed.pr.gov.br

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

3o. Encontro de Ciência e Tecnologia do Paraná - Maringá

O Parque de Exposições Francisco Feio Ribeiro, de Maringá, recebe a partir de quarta-feira (7) o 3° Encontro de Ciência e Tecnologia do Paraná. São aguardadas no evento, promovido pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI), cerca de 2.500 pessoas.O evento terá conferências, debates, rodada de negócios, feira de produtos de empresas incubadas, exposição de projetos, entrega de prêmios a cientistas, pesquisadores e autor da melhor reportagem na área de jornalismo científico, entre outras atividades. Um protocolo de intenções com a França deverá ser assinado durante o evento, na área de energias renováveis. As atividades prosseguem até sexta-feira (9).
Programação

7 de outubro 19h30 – Abertura solene.

8 de outubro

9 às 10 horas – Conferência “Economia do Conhecimento”, com Roger Fougères, vice-presidente do ensino superior da região de Rhône-Alpes, França;10h30 às 12 horas – Painel “Perspectivas do Setor de Energias Renováveis da Região Rhône Alpes e do Estado do Paraná”, que terá como moderadores a secretária Lygia Pupatto, o representante do Escritório Regional da França, Daniel Gouffé, do secretário da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Virgílio Moreira Filho e do diretor presidente da Itaipu Binacional, Jorge Samek;14 horas às 15h20 – Painel "Energia Renovável para o Desenvolvimento Sustentável no Estado do Paraná";15h30 às 17 horas – “Resultados e Perspectivas do Programa Universidade Sem Fronteiras”, que terá como moderador o diretor geral da Seti, Jairo Queiroz Pacheco;17h às 18h30 – Acordo de cooperação entre o Paraná e a França, na área de energias renováveis;20 horas – Sessão solene de entrega do 23º Prêmio Paranaense de Ciência e Tecnologia, nas categorias pesquisador cientista; pesquisador extensionista; estudantes de graduação e inventor independente;9 às 18 horas – Rodada de Negócios (Seti, Reparte e Sebrae) com os setores de tecnologia da informação; alimentos; têxtil e vestuário; metal mecânica e eletrônica; design e embalagens; ambiental; saúde; e indústria química e cosméticos.

9 de outubro
9 horas às 10h30 – 2º Painel de Jornalismo Científico, com palestra sobre formação e mercado, sob responsabilidade da jornalista e pesquisadora da Unicamp Graça Caldas;10h30 às 11h30 – Debate sobre "Compromisso Social das Universidades", que terá como moderadores Roger Fougères, Lygia Pupatto, Wania Rezende Silva (UEM) e Philippe Cuntigh, assessor do ensino superior de Rhône-Alpes;14 às 16 horas – "Compromisso Estudantil com a sociedade do Conhecimento", que terá como moderador Luiz Rogério Oliveira da Silva (UFPR Litoral);16h30 às 18h30 – "Plano de Desenvolvimento Educacional - PDE e Programa Universidade Sem Fronteiras/Licenciaturas", por Simone Rebello Bergmann (SEED) e Jairo Queiroz Pacheco (Seti);18h40 – Encerramento (Programação divulgada pela assessoria de imprensa da SETI).


O governador Roberto Requião abriu, na noite desta quarta-feira (7), em Maringá, o 3o Encontro de Ciência e Tecnologia do Paraná. Requião ressaltou a importância de investimentos em pesquisas científicas e criticou a apropriação de conhecimentos tecnológicos para acúmulo de capital. “Através da lei de patentes, os países desenvolvidos se apropriaram de todo conhecimento mundial. No passado, justificaram a destruição da natureza para viabilizar o crescimento econômico e agora não garantem o mesmo para as nações em desenvolvimento. É essencial que a preservação da natureza tenha contrapartida: o conhecimento em ciência e tecnologia”, defendeu. Lembrando as comemorações do Ano da França no Brasil, o governador citou os ideais da revolução francesa: Liberdade, Igualdade e Fraternidade. “Temos que dizer não ao uso privado e egoísta do conhecimento mundial”, alertou. Os sucessos obtidos por meio da cooperação entre países foram expostos pelo vice-presidente de Ensino Superior da região francesa de Rhone-Alpes, Roger Fougeres. “A relação de ajuda mútua entre nossos professores e pesquisadores com os professores e pesquisadores paranaenses permitiu avanços muito mais rápidos que aqueles que poderíamos conseguir sozinhos”, explicou. “A parceria para a implantação da Escola de Queijos e Leite, em Ponta Grossa, e exemplos como a Universidade sem Fronteiras, do Governo do Paraná, mostram que o conhecimento deve ser colocado a serviço de todos e combater as desigualdades sociais”, completou Fourgeres. Para o ministro representante da Secretaria de Assuntos Estratégicos do Brasil, Daniel Vargas, o surgimento de um novo mercado de consumo criou um novo agente de tecnologia e é preciso que os países menos desenvolvidos estruturem medidas capazes de garantir o desenvolvimento de micro e pequenas empresas sólidas. “O emprego formal gerado no Brasil, hoje, é em grande parte resultado do trabalho destes pequenos empreendedores. Precisamos que todos os Estados brasileiros sigam este exemplo do Paraná, com lideranças políticas engajadas e sem medo de inovar, sociedade participativa e espírito empreendedor”, citou. EVENTO - O Encontro de Ciência e Tecnologia do Paraná acontece até o dia 9, no Parque Internacional de Exposições Francisco Feio Ribeiro. Estão programadas conferências, debates, rodada de negócio, feira de produtos e exposição de projetos. De acordo com a secretária estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Lygia Pupatto, o encontro é o maior deste tipo na história do Paraná e deve reunir mais de 2,5 mil pessoas até o encerramento. “Há oito anos, estudantes e professores nem sonhavam que podíamos realizar algo tão grandioso e que reunisse uma diversidade tão grande de profissionais. Ficamos longos anos sem a realização de concursos públicos, sem reajuste salarial. O governador Roberto Requião se comprometeu e agora vivemos uma realidade totalmente diferente”, ressaltou. “Os resultados desta mudança são as melhorias físicas, os projetos de pesquisa que são únicos no Brasil, como o cateter que desenvolvemos, os avanços em piscicultura, agroecologia, os exames gratuitos de DNA que passaremos a oferecer gratuitamente, os avanços em biocombustíveis”, enumerou a secretária. PRESENÇAS - Também participaram da cerimônia os secretários de Planejamento e Coordenação Geral, Enio Verri; e de Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Virgílio Moreira Filho; o prefeito de Maringá, Silvio Barros; o reitor da Universidade Estadual de Maringá, Ecio Sperandico; o presidente da Fiep, Rodrigo Rocha Loures; o chefe do escritório do Itamaraty no Paraná, Sergio Curi; e o presidente da Câmara de Comércio França-Brasil, Aldir Tissier.
Fonte: Agencia de Notícias do Estado
Participação do PROJETO ALFALETRA no Encontro...














































































































































































































domingo, 20 de setembro de 2009

Mostra Fotográfica Mulheres de Ciência





































A Mostra Fotográfica Mulheres de Ciência, promovida pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), chega nesta semana a Jacarezinho, nos três campi da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP).

A mostra será inaugurada na quinta-feira (3), às 19hs, no Centro de Ciências Humanas e da Educação (antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras - Fafija). Na sequência, a exposição segue para os outros campi da Universidade onde permanecerá até 11 de setembro.

A Mostra Fotográfica Mulheres de Ciência foi organizada como parte das comemorações do Dia Internacional da Mulher. As imagens mostram mulheres que participam ou são beneficiadas por projetos coordenados pela secretaria nas áreas de ciência, tecnologia, inovação e extensão. A primeira exibição aconteceu na entrega do Troféu Mulheres de Ciência Glaci Zancan, realizada no dia 9 de março, em Curitiba.

Os responsáveis pelas imagens são os fotógrafos Celso Pacheco, Joka Madruga e Leandro Taques. Eles visitaram as regiões do Paraná e registraram a importância da mulher nos diversos segmentos da sociedade, como na agricultura familiar, na pecuária leiteira, no artesanato, nas aldeias indígenas, na educação e nos direitos sociais.

O repórter fotográfico Joka Madruga ressalta a importância destes projetos para o desenvolvimento social e econômico das famílias beneficiadas, bem como a boa formação que os jovens universitários e recém formados recebem. “Fico com os olhos lacrimejados ao ver a emoção das pessoas quando agradecem a secretaria Lygia Pupatto pela melhoria na qualidade de suas vidas, graças ao Universidade Sem Fronteiras”, disse Madruga.

O fotógrafo Leandro Taques comprovou a aceitação dos projetos em todas as cidades visitadas e ressaltou a importância social de cada um. “É fantástico ver esses projetos serem uma iniciativa de uma secretaria de Estado. A maioria dos projetos que vi são relacionados à agricultura familiar, e é a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior que busca essas melhorias. Para mim, isso é inédito”, disse Taques.

O fotógrafo Celso Pacheco destacou o projeto de Café Orgânico, que acontece em Jundiaí do Sul. “O programa ajuda os assentados daquela região a cultivar o café levando novas tecnologias e abrindo novas possibilidades para as pessoas”. Segundo ele, o que chamou sua atenção foi que muitas mulheres comandam esses grupos. “Todas são de comunidades carentes, que precisam desse tipo de ajuda. Fomos recebidos bem e pudemos notar que as pessoas que participam dos projetos estão bem felizes”, disse Pacheco.

SERVIÇO:

Inauguração da Mostra Fotográfica Mulheres de Ciência
Data: de 3 setembro
Horário: 19h
Local: Campus do Centro de Ciências Humanas e da Educação (antiga Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras - Fafija) da UENP
Rua Padre Melo, 1.200 - CEP 86400-000

sábado, 29 de agosto de 2009

Reunião com as Equipes das Escolas Atendidas





























Em 29 de agosto de 2009, na Universidade Estadual do Norte Pioneiro, realizou-se a reunião do Projeto Alfaletra, vinculado ao Programa de Extensão Universitária – UNIVERSIDADE SEM FRONTEIRAS, iniciada as 10h00min com término às 11h30min, com a presença dos integrantes do projeto Alfaletra, representantes da Secretária de Educação do município de Jacarezinho e escolas atendidas.
Este teve como objetivo, avaliar o desempenho do projeto e acrescentar sugestões para a melhoria e a reformulação de um novo contexto no projeto Alfaletra.
A reunião teve início com a palavra da coordenadora Roseli de Cássia Afonso, enfatizando os objetivos do projeto e visando o apoio da diretora do departamento de Educação desta instituição, professora Silvia, do representante e mediador do projeto com o Programa de Extensão Universitária, professor Marcio Luiz Carreri, da coordenadora de Educação do Município de Jacarezinho, Ana Cristina Ferreira Martins, das professoras e orientadoras do projeto, Sandra Regina de Melo Fontolan e Maria de Lourdes Ximenes, junto com as bolsistas, Amanda Luna Fleury, Giane Aparecida de Souza Moraes, Lilian Nogueira Ribeiro e Patrícia Bernardo Peres; e também, mães de alunos, que contribuíram com depoimentos das dificuldades escolares de seus filhos. Na seqüência a referida proposta entrou em discussão sobre as escolas atendidas pelo projeto, o trabalho das bolsistas, as melhorias alcançadas e a importância da continuidade deste trabalho.
No final da reunião, houve uma confraternização entre os presentes.
Em suma importância na realização desta reunião, conclui-se que foi satisfatória e de grande valia para a avaliação e melhorias do projeto.
Jacarezinho, agosto de 2009